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Vitória para os ISPs: MCTI ouve demandas das entidades e apoia medidas e segurança contra cibercrime
5 de fevereiro de 2021

Você sabia que as invasões a sistemas corporativos aumentaram 330% no Brasil entre os meses de fevereiro e abril de 2020? Durante a pandemia, inclusive, algumas organizações pararam suas operações por conta de crimes cibernéticos.

 

Os golpes e ataques pela internet colocam o Brasil em quarto lugar no ranking de países que mais sofrem com crimes cibernéticos, sendo bancos e instituições financeiras os principais alvos dos criminosos.

 

Para auxiliar o Laboratório de Inteligência Cibernética (CIBERLAB) na investigação desses crimes, uma reunião foi realizada no dia 14/01, contando com a presença de líderes da Internet brasileira, entre eles, o presidente da InternetSul, Ivonei Lopes.

 

A reunião, realizada na sede do NIC.br para debater ações que forneçam treinamento específico de cibersegurança e suporte para desvendar crimes cibernéticos, contou, ainda, com a participação de Robson Lima (Abramulti), Jony Cruz (Conselheiro Anatel), Rosauro Baretta (CGI), Antônio Moreiras, Eduardo Morales, Cristine Hoepers e Klaus Steding-Jessen (NIC.br), José Gontijo (MCTI), o delegado-chefe Alesandro Barreto (CIBERLAB) e o analista de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, Adriano Dedavid.

 

A primeira turma prevê treinar 80 agentes e delegados de todo país e já deve acontecer no próximo mês. A ideia é formar mais de 500 especialistas até julho deste ano. Lopes explica que o projeto ainda está em fase embrionária, mas os provedores de Internet estão trabalhando diariamente para que aconteça o mais rápido possível.

 

“Apoiamos e estamos pensando juntos em como fortalecer os policiais para que esses crimes sejam resolvidos da melhor forma. Sabemos a importância do trabalho da Ciberlab e vamos apoiar as investigações sempre que necessário”, afirma Ivonei Lopes.

 

O presidente da InternetSul também contou que o grupo está se movimentando para que os provedores coloquem um técnico à disposição da polícia. “Os profissionais que atuam no combate aos crimes virtuais não têm a preparação necessária, muito embora conheçam bastante do assunto. A ideia é que eles sejam treinados e preparados para essa função tão importante”, ressalta.

 

O projeto também tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

 

Sistema de informação para monitorar ataques

 

Um sistema de informação para cadastrar e monitorar casos de ataques que ocorrem em todo o país também deverá ser criado ainda este ano. A ideia é utilizar o programa para criar formas e estratégias para a defesa dos provedores e, claro, servir de informação ao CIBERLAB para montar e estudar os casos.

 

Outra ação que entrou na pauta de 2021 é a realização de um congresso sobre cibersegurança. Promovido pela Abramulti, com apoio da InternetSul e outras entidades, o evento deverá ocorrer em Brasília-DF, no segundo semestre. Na ocasião, estarão presentes os formandos dos cursos de especialização e os nomeados pelo CIBERLAB para compor as equipes de investigação.

 

 

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